'Fui ao inferno, abracei o capeta e voltei!', disse Luiza Tomé sobre síndrome de pânico.
Data: 24/09/2002

Em entrevista a Ana Maria Braga no ''Mais Você'' de hoje, Luiza Tomé fez um verdadeiro desabafo sobre síndrome de pânico, doença que a perseguiu por três anos. 

A atriz contou que em 1998 começou a sentir os primeiros sintomas. No aeroporto, ela passou mal, sentiu o coração disparar e, na sala da Polícia Federal, desmaiou. 

Luiza não sabe definir a razão, mas acredita que os problemas de saúde de um sobrinho que acabara de nascer possam ter influenciado.  

"Toda vez que chegava em casa era como se tivesse escapado da morte. A cidade e a vida estão violentas, mas chegava a ser um exagero. Minha cabeça era repleta de pensamentos terríveis: ou eu vou ficar louca, ou eu vou morrer", lembrou Luiza.

Ela contou ainda que isso provocou uma crise familiar muito séria. 

"Meu marido, Adriano, foi maravilhoso, mas nosso casamento quase acabou. Não queria mais namorar e ele achava que era pessoal. Só percebeu que não era frescura quando fomos ao médico, que contou o que estava acontecendo. Já com meu filho, Bruno, até agora estou tentando resgatar a vida dele, pois passei mais de três meses trancada dentro de um quarto chorando e não queria que ele me visse daquele jeito".

Para continuar trabalhando - a atriz interpretava, em 2001, Rosa Palmeirão, em ''Porto dos milagres'' - Luiza tomou vários remédios, como Prozac e Frontal, além de fazer  sessões diárias de terapia.

Hoje curada, ela acredita que seu desabafo possa servir de exemplo para as pessoas que estão passando por problemas semelhantes. 

"A vida é assim. Temos que aprender a passar pelas dificuldades da vida, pois perder pessoas queridas dá pânico, mas é possível dar a volta por cima. Fica firme, se trata, pois fui ao inferno, abracei o capeta e voltei'', encerrou emocionada a atriz.


 
     
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